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07/10/2017 às 12h23

Álvaro aposta na força do agronegócio e promete não tolerar ilegalidades do MST

Agronegócio
Álvaro aposta na força do agronegócio e promete não tolerar ilegalidades do MST
Álvaro Dias promete criar condições para o agronegócio se desenvolver ainda mais (Foto: Gilberto Leite)
Virtual candidato à presidência da República pelo Podemos, o senador paranaense Álvaro Dias classifica Mato Grosso como “celeiro do país” e promete implementar políticas públicas para promover o desenvolvimento do agronegócio. Além disso, promete não dar trégua para o MST e aos movimentos que desrespeitam a lei com pretexto de lutar pela reforma agrária.

Álvaro Dias também pretende utilizar os recursos hídricos brasileiros para promover desenvolvimento. Para isso, garante que fará um governo “honesto e com credibilidade” perante a comunidade internacional.

Sobre o desenvolvimento do agronegócio, Álvaro Dias lembra que Mato Grosso é um dos estados mais promissores do Brasil e desperta o interesse mundial por conta da pujança da sua produção agrícola. Projeta que a prosperidade do setor será mantida pelo menos nos próximos 30 anos.

Para sustentar a projeção, Álvaro Dias argumenta que a China e posteriormente a Índia são importadores de produtos primários que seguirão comprando grãos e proteína animal de Mato Grosso pelos próximos 30 anos. Lembra que suas populações têm consumido mais e se alimentado melhor a partir do desenvolvimento econômico que vivenciam.

“Então, temos pela frente 30 e 40 anos de prosperidade para agronegócio brasileiro. Não tem estado mais privilegiado neste campo que Mato Grosso. Com toda certeza, será prioridade no governo do Podemos. Nossos governantes são muito urbanos. Eles precisam o pé no chão do interior e conhecer o valor da produção agrícola. Mato Grosso será valorizado dessa forma, como os demais estados produtores do país”, declarou Álvaro Dias, durante do Encontro Estadual do Podemos, realizado nessa quinta (05), em Cuiabá.

Sobre a reforma agrária, Álvaro Dias destaca que presidiu a CPI da Terra que investigou o sistema fundiário brasileiro. Por isso, diz que conhece de perto a desorganização e o desrespeito à legislação do país.

Ao dizer que existe incompetência do governo federal na realização da reforma agrária, Álvaro Dias ressalta que a propriedade privada é intocável e que jamais permitiria invasões de terras. Destaca ainda que 40% das áreas agricultáveis do Brasil ainda não foram exploradas, podendo receber assentamentos.

“Não há como admitir invasões às propriedades privadas. Se eu falasse aqui de outra forma, em um Estado produtor como Mato Grosso, eu estaria agredindo produtores rurais e trabalhadores que alimentam as mesas desse país. Portanto, isso é intocável”, completou o presidenciável.

Em relação ao MST, Álvaro Dias avalia que o movimento foi criado com objetivo salutar e que teve boa relação com os sem-terra no período em que governou o Paraná ao promover a criação de 35 assentamentos. No entanto, crítica a infiltração dos que classifica como “malandros” sem ligação com a terra que aparelham para fins políticos-partidários sem respeitar a legislação.

“Esse movimento foi aparelhado, passou a ser instrumento de interesse político-partidário e começou a invadir, desrespeitar a lei, passou usar dinheiro público em cooperativas laranjas que foram utilizadas para desvio de dinheiro público porque o MST não tem personalidade jurídica, juridicamente ele não existe. Passaram a buscar cidadãos urbanos e transformaram em sem terra, para se alimentar de dinheiro público. São movimentos marginais”, dispara.

Recursos Hídricos

De acordo com Álvaro Dias, existem pelo menos 12 mil rios que cortam o solo brasileiro, que representa 11% da água doce do mundo. Defende que a abundância do recurso natural pode fazer o Brasil dar um salto econômico nos próximos anos.

“Esse é patrimônio invejável pode fazer com que dê um salto diante do mundo que terá de pagar para se beneficiar do nosso patrimônio que não será oferecido graciosamente. O que está se verificando agora, com o aquecimento global, é a necessidade de valorizar patrimônios como que possuímos. Vou fazer um governo competente, com credibilidade, que vai aproveitar também esse patrimônio para promover o desenvolvimento do nosso país”, concluiu.