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13/01/2017 às 17h11

Empresários têm que dar qualidade a transporte para fazer exigências, diz Pinheiro

Cidade e Cotidiano
Empresários têm que dar qualidade a transporte para fazer exigências, diz Pinheiro
(Foto: Reprodução)

Ao que tudo indica, um dos primeiros desafios do novo prefeito, o peemedebista Emanuel Pinheiro, será gerenciar uma crise que se avizinha com os empresários do transporte coletivo em Cuiabá. Já que entre as 13 medidas lançadas pelo novo gestor, após sua posse no Palácio Alencastro, está a suspensão no edital de concessão do transporte coletivo na capital. 

 

Até estrategicamente, como forma de forçar os empresários do setor que têm ganhos diários altíssimos com pelo menos 200 mil usuários que se utilizam, na Capital, dos ônibus mas que ainda convivem com veículos velhos, sem ar condicionado e quase todos sem adaptação para usuários portadores de deficiência.

 

Ou seja, não havendo proporção dos ganhos dos empresários - sob o olhar da qualidade ou razoabilidade -, com o número de usuários que se utilizam do transporte coletivo e têm que conviver com serviços bem aquém dos desejados.

 

Os empresários do setor do transporte coletivo - pautados no entanto -, pela autorização que têm para atuar em Cuiabá até 2019, ameaçam ir a Justiça por indenização, por uma possível quebra de contrato, mais reajustes retroativos a 2012, época em que esse cálculo foi feito. O contrato que regula o setor é antigo, assinado em 2004 quando a capital ainda era administrada por Roberto França (DEM). Desde então, após vencido, já foi prorrogado duas vezes, a última delas no apagar das luzes da gestão do prefeito Chico Galindo (PTB).

 

O ex-prefeito Mauro Mendes (PSB) assumiu a cidade e em fevereiro de 2015 e, na época, declarou publicamente que em 180 dias uma comissão faria um estudo de viabilidade econômica para abrir a disputa pela concessão, hoje dominada pelas empresas Integração, Pantanal e Norte Sul. 

 

A justificativa de Pinheiro quanto a suspensão - em uma de suas últimas entrevistas dada a Única Newsainda esta semana-, é que ele não discutirá elevação no preço das passagens do transporte coletivo na Capital, nem tampouco se as empresas vão continuar com a concessão, antes de uma reunião com os empresários, onde ele possa exigir mudanças que assegurem melhorias do setor aos usuários.

 

'E são muitas', lembra Pinheiro ainda citando como exemplo mudanças estruturais nos pontos de ônibus e adequação no transporte para quem precisa de utilizar do coletivo, mas que possui algum tipo de deficiência e não se vê contemplado nestas adequações, inclusive exigidas por lei.

 

O prefeito ainda ressaltou que a suspensão também se deu pois o edital não contemplava o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) e ainda os transportes alternativos como os micro-ônibus. (Com informações do Site Gazeta Digital)