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14/02/2017 às 12h56

Prefeitura inicia “caçada” a origem de esgoto que cai em parque

Cidade e Cotidiano
Prefeitura inicia “caçada” a origem de esgoto que cai em parque
O esgoto que cai na Lagoa Paiaguás, no Parque das Águas (Foto: Marcus Mesquita/MidiaNews)

O objetivo da ação é identificar de onde vêm os dejetos que desaguam na Lagoa Paiaguás


A Prefeitura de Cuiabá deu início, nesta terça-feira (14), a uma força-tarefa para tentar identificar a origem de um esgoto que deságua na Lagoa Paiaguás, no Parque das Águas.

 

A ação, que será coordenada pela Concessionária dos Serviços de Água e Esgoto de Cuiabá (CAB), vai examinar pontos específicos de coleta de esgoto que saem dos prédios das secretarias estaduais, no Centro Político Administrativo.

 

No Parque das Águas, há quatro emissários que despejam esgoto na Lagoa Paiaguás. A Prefeitura já conseguiu identificar a origem de três destes emissários, que estão despoluídos.

 

Agora, a força-tarefa deverá identificar este último, que vem do CPA.

 

De acordo com o gerente comercial da CAB, Cley Roberto, há suspeita de que os dejetos produzidos nestes prédios estejam sendo despejados de forma irregular nas redes de drenagem e nas galerias pluviais.


“Nós já identificamos os pontos que podem estar contribuindo com isso. Nós temos suspeita na Casa Civil, no estacionamento e próximo à área de lazer da Secretaria de Administração. Na Secretaria de Saúde, por exemplo, há a suspeita de que um dreno esteja jogando água na coletora de esgoto e isso não pode”, explicou.

 

Segundo o gerente, em 2008 – quando o serviço de água e esgoto ainda era responsabilidade da Prefeitura -, a Sanecap realizou a construção de toda a rede coletora do Centro Político.

 

No entanto, ao longo dos anos, o Governo do Estado teria realizado obras nos prédios das secretarias sem o devido cuidado na hora de interligar os sistemas de coleta de água e de dejetos.

 

“O problema é a interligação das secretarias a essas coletoras. O que eles interligaram, fizeram de forma equivocada. Agora precisaremos reorganizar esse sistema”, afirmou.

 

Conforme a coordenadora do Sistema de Esgotamento Sanitário da Capital, Vania Borges, a vistoria começa na parte interna da agência do Banco do Brasil e percorrer diversos pontos do Centro Político.

 

“É um trabalho minucioso, que leva tempo. Nós não temos como mensurar a dimensão da vistoria nem quanto tempo isso vai levar”, disse.

 

Para Cley Roberto, além de estrutural, este trabalho, que envolve ainda as secretarias de Serviços Urbanos, de Ordem Pública, de Mobilidade Urbana e de Meio Ambiente, precisa tratar questões educativas.

 

“Hoje, a cultura ainda é de interligar o esgoto nas redes de drenagem e galerias pluviais, o que causa transtorno pra todo mundo. Esse trabalho requer bom senso”.