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04/02/2017 às 12h59

Taques diz que Segurança de MT evitou 80 mortes em presídios

Cidade e Cotidiano
Taques diz que Segurança de MT evitou 80 mortes em presídios
Marcus Mesquita/MidiaNews

Governador diz que setor agiu de modo a evitar conflitos nas unidades


O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou que o Serviço de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança conseguiu evitar ao menos 80 mortes dentro das unidades do sistema penitenciário de Mato Grosso.

 

De acordo com ele, o setor agiu de modo preventivo para evitar conflitos nos locais, já que havia o temor de que se repetissem aqui os conflitos entre facções criminosas, como os que ocorreram em presídios do Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte.

 

“Nós aqui, graças ao trabalho da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, do secretário Airton Siqueira, do secretário Rogers Jarbas, da PM e da Inteligência, evitamos 80 mortes dentro do sistema penitenciário. Agora, não sei se vai acontecer alguma coisa amanhã. Isso está sendo controlado através de um sistema de inteligência”, disse.

Segundo Taques, uma reunião está agendada com o Comandante da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, General de Brigada Luiz Fernando Baganha, para avaliar a necessidade de membros do Exército nas penitenciárias.

 

“Existe uma lei que fala em garantia da lei e da ordem. Eu defendo [o Exército nos presídios] em situações excepcionais. Acredito que o direito a ser aplicado é o excepcional”, afirmou.

 

O governador ressaltou que, apesar de ter aumentado o orçamento da Segurança ao longo dos últimos anos e ter aumentado o efetivo, muito ainda precisa ser feito de modo a evitar um possível caos no Estado.

 

“Mato Grosso tem 15 mil profissionais da segurança, entre policiais militares, civis, bombeiros e Politec. Destes, a nossa administração chamou 3.550. São 27% de todos os profissionais da Segurança. E eu fui muito criticado por isso, mas imagine nessa crise econômica sem esses profissionais? Seria um caos em número de roubos, de homicídios e outros crimes”, disse.

 

“Nós temos um déficit muito grande de policiais. Segurança não é só polícia, mas é também polícia. Precisamos de polícia na rua, para dar segurança ao cidadão”, afirmou.