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23/03/2019 às 08h41

Criança não vacinada não é mais bem-vinda em escolas na Itália

Mundo
Criança não vacinada não é mais bem-vinda em escolas na Itália
Reprodução Internet
A batalha na Itália pela vacinação infantil começou.

O governo tomou um rumo bem diferente de quando começou.

Primeiramente, o governo italiano estava em uma linha mais neutra, porém agora, a vacinação se tornou compulsória e toda criança com menos de 6 anos de idade, será recusada nas escolas, caso não apresente a carteira de vacinação em dia.

As taxas de vacinação na Itália têm diminuído há anos, devido à crescente influência de movimentos anti-vacinação nas redes sociais.

Um exemplo, é sobre uma possível ligação entre o autismo e a vacina tríplice contra a caxumba, o sarampo e a rubéola.

Cerca de 5.000 italianos contraíram sarampo no último ano.

Se estes casos estão realmente ligados à não-vacinação, ainda não pôde ser comprovado. Sete pessoas morreram da doença em 2018.

A vacinação compulsória de crianças em idade escolar é uma grande reviravolta para governo na Itália.

Pois, anteriormente, o governo defendia o direito e a liberdade de cada família em optar ou não pela vacinação de seus filhos e prometia uma política mais leve no campo das vacinações.

E como resultado da lei Lorenzin, que entrou em vigor no dia 11 de março, diretores de escolas da Itália recusaram crianças com menos de 6 anos de idade, cujos pais não puderam provar que receberam as 10 vacinas obrigatórias.

Estima-se que milhares de crianças foram enviadas para casa nas últimas semanas.

No entanto, há uma estimativa de que cerca de 10% da população europeia tem dúvidas sobre a utilidade das vacinas. Quem os representa?

Movimentos italianos anti-vacinação já indicaram que desafiarão a exclusão de suas crianças.

Crianças não vacinadas a partir dos 6 anos de idade, podem frequentar as aulas, porém, seus pais podem ser multados em um valor de 500 euros.

A ideia socialista de Coerção do Governo

Partidos cristãos e conservadores de direita, como o italiano, costumam ser apenas ligeiramente a favor da vacinação, mas isso é porque eles são contra a coerção do governo, e não porque são contra a vacinação.

Baseado nos princípios do estado social de Saul Alinsky, existem 8 níveis de controle que você deve obter antes de criar um estado socialista; e um destes níveis é o Cuidado de Saúde – “verifique os cuidados de saúde e você controla as pessoas”.

Por que o sarampo é atualmente visto como uma doença terrível?

Quando a vacinação contra o sarampo foi introduzida nos anos 70, a mortalidade na Europa já havia caído para alguns casos por ano. Por quê?

Os especialistas concordam que uma melhor higiene e melhor nutrição são as principais razões para isso. Isto também pode ser visto em vários outros casos de doenças infecciosas, como a difteria e a coqueluche.

No início do século passado, a mortalidade diminuiu enormemente, com exceção do período em torno das guerras mundiais.

Precisamente, porque a comida e a higiene caíram novamente.

Como no caso do sarampo, a difteria e a coqueluche, as taxas de mortalidade já estavam muito baixas, antes mesmo da vacina ficar disponível.

Uma exceção a essa regra parece ser a pólio. Após a introdução da vacina, houve uma diminuição imediata no número de mortes.

Com esses dados, pode-se concluir qualquer coisa, e não concluir também.

Primeiramente: o fato de tão poucas crianças morrerem de doenças infecciosas, não se deve principalmente às vacinas.

Então as vacinas não são eficazes? Claro que não se pode afirmar isso. Crianças vacinadas dificilmente pegarão sarampo.

Então, a questão ainda permanece: Será que menos crianças morrem como resultado da vacinação?

Nós provavelmente nunca obteremos uma resposta clara para essa questão, especialmente porque tão poucas crianças morreram de doenças infecciosas quando as vacinas começaram. Além disso, uma tendência de queda já era visível, graças a uma melhor nutrição e higiene.

A questão de saber se as vacinas realmente sempre serão necessárias é, portanto, justificável.

Então, por que pais que não vacinam seus filhos têm que pagar um tão alto preço e serem tratados com tanta discriminação e repúdio?

O mundo precisa de políticos com uma avaliação diferenciada sobre vacinas. Que promovam a vacinação, mas que também protejam o direito e a liberdade de pais que optam por não vacinar seus filhos.

Políticos que respondam às pressões da sociedade, médicos e grupos ideológicos com: “Estamos vivendo uma época em que há maiores riscos à saúde pública do que às doenças infecciosas” e que também falem: “Pais que não querem vacinar seus filhos, nunca os obrigaremos a tal”.

Esclarecimento

Que fique claro, o Conexão Política não é contra a vacinação! Eu, autora do texto, vacinei meus filhos até os 6 anos de idade.

Mas, é importante trazer em pauta a reflexão de questões e acontecimentos mundiais, abrindo espaço para lados diferentes. Dessa forma, liberdades e direitos individuais serão respeitados.

Principalmente, quando se nota uma coerção de governo, que está sendo implementada lentamente no mundo ocidental em que vivemos.