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23/07/2019 às 15h15

Esquerda do Brasil tenta se distanciar do Foro de São Paulo

Brasil
Esquerda do Brasil tenta se distanciar do Foro de São Paulo
Reprodução Internet

Enfrentando uma intensão pressão nas redes sociais, a esquerda brasileira tenta se afastar do controverso Foro de São Paulo.


O 25º Encontro Anual do Foro de São Paulo, que será realizado em Caracas, não terá a presença de lideranças expressivas de partidos da esquerda do Brasil.


Presente na posse do ditador Nicolás Maduro em janeiro desse ano, na Venezuela, e na última edição do evento em Havana, a deputada federal Gleisi Hofmann (PR), presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), optou em não participar dessa vez.


O PT comparecerá com dois representantes: a secretaria de relações internacionais, Mônica Valente, e a de Mulheres, Anne Caroline.


O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) também não enviará a presidente da legenda, Luciana Santos, e sim dois outros membros de seu Comitê Central: Walter Sorrentino e Ana Prestes.


Já o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), segundo seu presidente, Juliano Medeiros , sequer foi convidado para o evento.


A delegação brasileira, que deve ter 35 pessoas, vai apresentar o movimento “Lula Livre” como uma de suas principais bandeiras, informa o jornal Estadão.


Os interessados em participar do encontro, que será realizado de 25 a 28 de julho, devem pagar US$ 50 pela entrada, segundo a organização do evento.


A ditadura Maduro cobrirá os custos de hospedagem, alimentação e transporte interno para duas pessoas de cada delegação nacional ou país integrante do Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo.


Como noticiou a Renova, na programação do Foro de São Paulo estão temas como:


- Perspectivas e enigmas da economia mundial”;


- Experiências e perspectivas dos governos progressistas da América Latina e Caribe;


- Agressão imperial contra a Venezuela;


- Pensamento anti-imperialista de Simón Bolívar vs. Doutrina Monroe.