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02/04/2019 às 06h51

Esquerda globalista aposta em Tabata Amaral para “renovar” política brasileira

Política
Esquerda globalista aposta em Tabata Amaral para “renovar” política brasileira
Luis Macedo/Agência Câmara

A esquerda globalista aposta firmemente em Tabata Amaral – a moça que paira acima das ideologias – para, nas palavras dela, renovar a política brasileira.


As conexões com o movimento Acredito do bilionário Lemann, Huck e outros milionários já foram desbaratadas há alguns anos.


Ela é fruto das idéias desse grupo e atua para emplacar as bandeiras dele. Claro: as metas nunca são radicais e nem de esquerda, segundo ela, apenas baseadas no “bom senso”, no aumento do tamanho do estado, da concentração do poder e com Ciro Gome na presidência.


O que chama a atenção é a velocidade com que ela já vem sendo abraçada pelos palpitadores oficiais e pelos órfãos da esquerda nacional. Inteligência, polidez, articulação, calma, conhecimento de causa, viajada: isso é uma parte do que se disse dela por aí.


Digamos que Velez Rodrigues deu uma bela colaborada e ajudou a antecipar em alguns anos todo o processo.


O uso de mulheres jovens é, talvez, a estratégia de psico-política mais eficiente em jogo atualmente. Por enquanto, não há quem saiba se opor a esse embate desigual que recruta sentimentos e causa reações de naturezas diversas.


A racionalidade, por exemplo, fica de fora da equação.


Veja-se o caso da ativista adolescente sueca Greta Thunberg, de 16 anos, que combate as mudanças climáticas dando palestra e dizendo o que os malvados capitalistas deve fazer. Até Nobel já se aventou para ela. Conquistou, recentemente, as mentes e os corações de Davos com suas falas alarmistas, histéricas, autoritárias, fatalistas, mas cheias de compaixão e engajamento.


A mesma compaixão e o mesmo engajamento que puderam ser vistos na última manifestação de Tabata Amaral:


“Perdi meu pai para as drogas, perdi meus vizinhos para a violência e para crime…”


“A falta de educação mata…”


“Quando a gente fica nessa discussão ideológica e não fala do que é importante…”


Parece que muitos cairão mais cedo do que se esperava na conversa da ativista da educação que denuncia o descalabro do sistema educacional ao mesmo tempo em que fala “haviam metas”, “haviam dados”, “haviam projetos reais”.


A defensora da pauta do bom senso anti-ideológico (e de todo o pacote globalista de política identitária, claro) já vem atuando há um bom tempo, com suas conexões internacionais, como uma peça importante nessa disputa entre globalistas e soberanistas.


Espera-se que, da próxima vez, encontre um contendor à altura do perigo que ela representa.