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26/01/2017 às 10h27

Eike Batista é alvo de mandado de prisão na Lava Jato

Justiça
Eike Batista é alvo de mandado de prisão na Lava Jato
Eike Batista: empresário não estava em casa no momento da operação da PF

Segundo a GloboNews, a PF foi até a casa do empresário mas ele não estava em casa

São Paulo – O empresário Eike Batista é alvo de um mandado de prisão na Operação Eficiência, da Polícia Federal, no Rio de Janeiro.

Segundo a GloboNews, a PF foi até a casa do empresário na manhã desta quinta-feira (26), mas ele não estava.

O advogado do empresário informou à GloboNews que Eike estaria viajando, mas que vai se entregar à polícia assim que voltar. Os policiais cumprem mandados de busca e apreensão na casa do empresário.

Eike é acusado de receber vantagens indevidas na gestão do ex-governador Sérgio Cabral, que já foi preso na Lava Jato.

Foram emitidos nove mandados de prisão preventiva e quatro conduções coercitivas na 2ª fase da Operação Calicute.

A investigação apura ocultação de US$ 100 milhões, crimes de corrupção ativa e corrupção passiva, além de organização criminosa.

De acordo com a GloboNews, até as 6h30 um mandado de prisão já tinha sido cumprido contra Flávio Godinho, vice-presidente do Flamengo.

Ele é acusado de ocultar e lavar o dinheiro das propinas recolhidas de empreiteiras que faziam obras públicas no Rio.

Entre os alvos dos mandados de prisão também estão Sérgio Cabral, Wilson Carlos e Carlos Miranda, todos já presos.

Os de condução coercitiva miram Maurício de Oliveira Cabral Santos, irmão do ex-governador, e Suzana Neves Cabral, ex-mulher de Sérgio Cabral.

Um dia da caça, outro do caçador

No âmbito da Lava Jato, Eike Batista já delatou e foi delatado.

Em maio do ano passado, o empresário delatou um pedido do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega de R$ 5 milhões em propinas para o PT.

Mas esse encontro do ex-bilionário com a Lava Jato só aconteceu após Eike também ter sido citado em uma delação.

Quem citou o empresário foi Eduardo Musa, ex-gerente da Diretoria de Internacional da Petrobras e diretor da OSX apontou propinas e fraudes na licitação de duas plataformas.