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23/01/2017 às 10h24

Guerra entre facções em Alcaçuz tem objetivos pouco conhecidos

Justiça
Guerra entre facções em Alcaçuz tem objetivos pouco conhecidos
Como resposta à transferência de 220 presos do Sindicato do RN, uma série de ataques ocorreram nas ruas de Natal, causando 32 atentados a ônibus, carros e delegacias. (reprodução)

Para entrar na facção, os novos membros devem pagar uma mensalidade

A disputa interna entre facções criminosas na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal, que deixou até o momento 29 presos mortos, tem outras razões pouco conhecidas.

Segundo informações do UOL, a versão difundida é que ambas as facções querem aumentar o número de 'filiados do crime', como forma de aumentar o caixa da organização. Para entrar na facção, os novos membros devem pagar uma mensalidade.

Diante desta situação, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Sindicato do RN se negam a sair do presídio.

Como resposta à transferência de 220 presos do Sindicato do RN, uma série de ataques ocorreram nas ruas de Natal, causando 32 atentados a ônibus, carros e delegacias. Em vez de acalmar os ânimos, a ação acabou gerando mais revolta dos detentos.

"Se aí ficar só PCC, vai pegar tudo que é preso novo para eles, crescer e controlar mais coisa fora também. O Sindicato não aceita por isso", contou a mulher de um detento ligado ao Sindicato do RN.

Segundo ela, dominar a maior penitenciária do Estado destinada a presos condenados é o melhor campo de recrutamento para novos integrantes.