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01/02/2017 às 11h05

Pelo 3º dia, forças de segurança caçam suspeito de matar policial

Justiça
Pelo 3º dia, forças de segurança caçam suspeito de matar policial
Reprodução/PM
Fábio Zampirão, de 31 anos, foi assassinado durante assalto em Sinop na última segunda-feira (30)

As forças de segurança de Mato Grosso continuam na caça do segundo suspeito de ter assassinado o soldado da Polícia Militar Fábio Zampirão, de 31 anos, na última segunda-feira (30), em Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá).
 
Segundo foi apurado, o suspeito está escondido em uma mata desde que conseguiu escapar do local do crime, por volta de 11h daquela data. O comparsa dele foi morto após troca de tiros com PMs.
 
Conforme o comandante do Ciopaer (Centro Integrado de Operações Áreas), coronel Henrique Santos, o suspeito chegou a ser localizado, mas trocou tiros com os policiais e voltou a se esconder na mata. A PM cogita que o bandido tenha sido atingido por um ou mais disparos.
 
O coronel disse que um helicóptero sobrevoou a região na noite de terça-feira (31), mas não conseguiu localizar o criminoso.
“Chegamos ontem para dar apoio à operação. Não conseguimos, exceto no primeiro voo. Mas as buscas vão continuar nesta quarta-feira e acreditamos que possamos capturá-lo hoje”, disse o coronel.
 
Os policiais cercam toda a região. Eles devem entrar na mata de novo para seguir os rastros do criminoso.
 
Fábio Zampirão, que fazia parte da Força Tática, foi morto durante um assalto à sua residência, no Bairro Jardim Florença.
 
Ele chegou a ser socorrido e encaminhado para o Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos.
 
O sepultamento do militar ocorreu nesta manhã no cemitério municipal de Sinop. Ele deixa a esposa e um filho.
 
Execuções
Após a morte do militar, oito pessoas foram executadas na cidade.
 
O secretário de Estado de Segurança Pública Rogers Jarbas encaminhou uma “força tarefa” para garantir a segurança do município.
 
Em entrevista ao MidiaNews, nesta quarta-feira, o secretário garantiu que a situação na cidade já está controlada.
 
“Com a chegada dos policiais o quadro foi revertido. Essa noite foi tranquila e não ocorreu nenhum crime grave”, afirmou.
 
A “força tarefa” deve continuar no município até a próxima semana.
 
Uma investigação será aberta para apurar se as execuções teria acontecido por uma suposta vingança pela morte do militar ou por grupo rivais de traficantes.