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08/02/2017 às 09h44

'Extremistas estrangeiros' decepcionam Estado Islâmico

Mundo
'Extremistas estrangeiros' decepcionam Estado Islâmico
Reuters
Membros estrangeiros da organização terrorista Estado Islâmico (EI) mostram-se desobedientes e se recusam a participar de ações militares, escreve o jornal The Washington Post citando documentos sobre "militantes problemáticos" encontrados pelos militares iraquianos.

Os documentos, encontrados pelos militares iraquianos após a tomada de uma das bases do EI na região de Mossul, registram a rebeldia de 14 extremistas estrangeiros.

Por exemplo, um jihadista belga apresentou aos superiores um atestado médico sobre dores nas costas, comprovando não poder participar dos combates. Já um francês extremista afirmou querer partir do Iraque para se explodir no território da França. Mais alguns terroristas pediram transferência para a Síria, outros simplesmente se recusaram realizar ações militares.

"Ele não quer combater, quer voltar para a França. Afirma estar doente, mas não tem um atestado médico", dizem as notas do francês de 24 anos de origem argelina.

O The Washington Post cita um relatório do Centro Internacional de Combate ao Terrorismo, em Haia, segundo o qual dos mais de 4.000 combatentes estrangeiros que deixaram a União Europeia para o Iraque e a Síria, praticamente um terço retornou. Enquanto 14% dos militantes estrangeiros tiveram sua morte confirmada, o destino dos restantes ainda é desconhecido. Com informações do Sputnik Brasil.