-
11/01/2017 às 10h01

Áudios indicam que EUA usaram Estado Islâmico para derrubar Assad

Mundo
Áudios indicam que EUA usaram Estado Islâmico para derrubar Assad
Sana Sana / Reuters
Antes da Rússia começar a prestar apoio militar à Síria, governo Obama acreditava que a expansão do Estado Islâmico ajudaria a fazer com que o presidente sírio negociasse com Washington

A administração do presidente dos EUA, Barack Obama, contava com que o alastramento do Estado Islâmico, agrupamento terrorista radical, levasse a Rússia a negociar com Washington quanto à destituição de Assad, diz o jornal Washington Times, citando gravações dos comentários do atual secretário de Estado norte-americano, John Kerry.

Antes de a Rússia começar a prestar apoio militar à Síria no âmbito do combate aos radicais, a administração de Barack Obama acreditava que a expansão do Estado Islâmico ajudaria a fazer com que o presidente sírio, Bashar Assad, participasse das negociações com Washington, diz a edição.
Segundo o Washington Times, tais declarações foram feitas pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry, durante uma conversa a portas fechadas com ativistas sírios, à margem de uma sessão da Assembleia Geral da ONU, sendo que foram gravadas na época e vazadas alguns meses depois.

Mais cedo, o site WikiLeaks divulgou um link com a gravação áudio da conversa de Kerry, datada de outubro do ano passado.

O que levou a Rússia a entrar [na Síria]" foi o fortalecimento do Estado Islâmico", disse Kerry. "[O Estado Islâmico] estava ameaçando a hipótese de chegar a Damasco e por aí adiante. Estávamos acompanhando isso. Víamos que [o Estado Islâmico] estava ganhando força e pensávamos que Assad estava em perigo [de ser destituído]."

O conflito armado na Síria continua desde março de 2011. As tropas governamentais estão se opondo aos militantes de vários agrupamentos armados. Desde 30 de setembro de 2015, a pedido do presidente sírio Bashar Assad, a Rússia começou a efetuar ataques aéreos contra as posições dos terroristas no território sírio. (Sputnik Brasil)