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18/01/2017 às 12h03

Reforma na ONU e “levante” diplomático

Mundo
Reforma na ONU e “levante” diplomático
António Guterres: "estou totalmente comprometido primeiramente a um levante na diplomacia pela paz" (John Thys/AFP)

Secretário-Geral da entidade disse que a ONU é insubstituível e que suas ações reduziram o sofrimento

Genebra – O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, disse nesta quarta-feira que está determinado a reformar a organização e que vê um “levante” diplomático para superar obstáculos em conversas de paz.

Guterres disse que a ONU é insubstituível e que suas ações reduziram o sofrimento. “Mas também estou ciente das deficiências e falhas da ONU”, disse a repórteres.

“É por isto que estou totalmente comprometido primeiramente a um levante na diplomacia pela paz, em tornar a ONU mais efetiva em tentar chamar a atenção para multiplicação dramática de conflitos que estamos presenciando e colocar total prioridade na prevenção destes conflitos.”

Sob o antecessor de Guterres, Ban Ki-moon, a ONU tentou e fracassou em apaziguar os lados na Síria, Iêmen e Líbia, enquanto seguem os conflitos na Ucrânia, Sudão do Sul, Nigéria.

Um teste precoce para Guterres serão as conversas lideradas pela ONU para reunificar o Chipre, um conflito de décadas que colocou Grécia e Turquia perto de uma guerra no passado.

Autoridades de ambos lados da ilha dividida, assim como Grécia, Turquia e Reino Unido, iniciaram uma rodada de conversas técnicas na Suíça, nesta quarta-feira, para tentar abrir caminho para um possível acordo sobre conversas em Genebra posteriormente neste mês.

Na rodada anterior de negociações sobre Chipre, o enviado da ONU Espen Barth Eide disse que Guterres esteve muito ativo e envolvido quase diariamente em negociações.

“Será enviado um sinal muito forte para um mundo conflituoso e uma região na qual vemos muitas guerras e muitas coisas se rompendo, caso consigamos encontrar um lugar onde as coisas se encaixem”, disse Eide.