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29/12/2016 às 18h10

"Hoje não há nenhuma possibilidade de rompimento com Taques"

Política
O prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, que negou rompimento de aliança com Pedro Taques (Ednilson Aguiar/MidiaNews)

Prefeito de Cuiabá diz que se mantém no mesmo grupo do governador e o defende de acusações


O prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), afirmou que, hoje, não há a “menor possibilidade” de romper sua parceria com o governador Pedro Taques (PSDB), mantida desde as eleições de 2010.

 

A alta popularidade por conta de seu desempenho na Prefeitura e o fato de não ter ido à reeleição são indicadores, segundo informações de bastidores, de que ele poderia se candidatar ao Governo do Estado em 2018.

 

Segundo Mendes, o governador tucano foi “parceiro importante” nos últimos dois anos e não há razão para um afastamento.

 

“Da minha parte não há motivo nenhum para romper com A, B ou C. O governador Pedro Taques foi um bom parceiro para Cuiabá. Ajudou em alguns projetos da nossa administração, tem ajudado Cuiabá naquilo que pode”, disse em entrevista ao MidiaNews.

“Ele tem muitas dificuldades e reconheço o seu esforço para tentar ajustar o Estado dentro dessa nova realidade. Então, qualquer especulação nesse sentido é apenas especulação. Não existe nenhum fato que alicerce essa hipótese. Hoje não tem nenhuma possibilidade de rompimento”, afirmou.

 

O prefeito também negou que tenha “provocado” o governador ao pagar seus servidores no dia 23 de dezembro, enquanto o Estado não vem pagando o funcionalismo no tradicional dia 30 de cada mês.

 

“Isso é uma interpretação maldosa. Porque se eu tinha o dinheiro em conta para pagar o salário antes, por que guardaria esse dinheiro até o dia 30?", questionou.

 

"Por que guardar se eu podia fazer essa antecipação e ajudar a milhares de pessoas que precisavam de um dinheirinho, seja para pagar contas ou para ter um Natal com mais tranquilidade e felicidade? Interpretar dessa forma é colocar maldade onde existe trabalho e seriedade”, disse.

 

Corrupção

 

O prefeito Mauro Mendes ainda comentou o fato de Taques ter sido citado no esquema investigado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) por meio da Operação Rêmora.

 

Em colaboração premiada, o empresário Giovani Guizardi, dono da Dínamo Construtora, afirmou que as fraudes em licitações da Secretaria de Educação teriam o intuito de recuperar o "investimento" de R$ 10 milhões em caixa dois feito pelo empresário Alan Malouf, sócio do Buffet Leila Malouf, na campanha de Taques ao Governo, em 2014.

 

Mendes defendeu que as denúncias sejam apuradas, disse ter prestado “solidariedade” a Taques e defendeu a “presunção da inocência” ao tucano.

 

“Conversei com ele, prestei minha solidariedade. É lamentável que pairem essas denúncias. Eu, como todo cidadão de bem, quero que as denúncias sejam apuradas, mas não podemos fazer condenações assim. Todos têm direito à presunção de inocência. Isso é um direito constitucional”, afirmou.

 

“O governador tem uma história ilibada, uma trajetória íntegra. E ninguém pode ser responsabilizado por atos de centenas de pessoas. Eu tenho mais de 18 mil funcionários na Prefeitura. Como posso garantir que ninguém fez nada de errado? Eu procuro fazer a coisa certa, mas sempre há o risco de estar envolvido em algum problema. Até porque desvio de conduta não é um problema da política, é um problema da sociedade brasileira”, disse.