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07/02/2017 às 17h15

“Trancar a AL e xingar deputado não é o caminho”, afirma Botelho

Política
“Trancar a AL e xingar deputado não é o caminho”, afirma Botelho
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho: sem xingar deputados (Foto: Marcus Mesquita/MidiaNews)

Presidente da Assembleia Legislativa defende "discussão técnica" sobre projeto de lei


O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB), defendeu uma discussão “técnica” a respeito da versão estadual do projeto que prevê um limite para os gastos públicos para os próximos 10 anos.

 

Em entrevista à rádio Centro América FM, nesta semana, o parlamentar disse que “trancar a Assembleia”, ou “xingar deputado” não é o melhor caminho.

 

“Tem que haver uma discussão de alto nível, uma discussão técnica. Não uma discussão de querer trancar a Assembleia ou xingar deputado. Não é por aí. Esse não é o caminho. Temos que fazer uma discussão ampla, respeitosa, colocar em votação e a maioria vence”, afirmou.


A declaração foi direcionada aos servidores públicos do Estado, um dos interessados na discussão do projeto. Isso porque a proposta impede reajustes salariais, como os da RGA (Revisão Geral Anual).

 

Para Botelho, é preciso colocar na balança se o Estado aguenta ficar sem os benefícios oferecidos pelo Governo Federal a quem aplicar a medida.

 

“Se a lei do teto não passar, evidentemente que vai ter que fazer um ajuste, um adendo na Lei Orçamentária Anual e aprovar novamente a RGA. Mas aprovando o teto, não tem RGA. Temos que ser francos”, disse.

 

“É uma discussão que temos que fazer com a sociedade, com todos os setores. Mato Grosso pode abrir mão do que o Governo Federal está oferecendo [a quem aprovar o teto de gastos]? Ficar dois anos sem pagar a dívida, que dá em torno de R$ 1,3 bilhão. A linha de crédito para quem não fizer ajuste vai ser cortada. Então, podemos abrir mão disso?”, questionou.

 

O parlamentar defendeu que, em momento de crise econômica, todos devem abrir mão de algo.

 

“Podemos ficar sem esses recursos, ter uma precariedade na Saúde, Segurança, na recuperação das estradas, mas ter o aumento dos salários e pronto. Acho que o momento de crise, de dificuldade, tem que ser entendido por todos. Temos que passar por umas situações de turbulência para ter uma água mais tranquila lá na frente”, completou.