-
26/12/2016 às 15h57

Oscar diz que PEC é "salvação" e critica colegas que pedem RGA

Política
Oscar diz que PEC é
O deputado estadual Oscar Bezerra, que defendeu a implantação da PEC do teto dos gastos (Ednilson Aguiar/MidiaNews)

Deputado defende implantação da versão estadual da proposta que limita as despesas públicas


O deputado estadual Oscar Bezerra (PSB) afirmou que a implantação de uma versão estadual da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que prevê limite para os gastos públicos será a “salvação” de Mato Grosso.

 

No esboço do projeto, que vazou na internet na semana passada, o Governo congela os salários dos servidores públicos, civis e militares (exceto aqueles aumentos derivados de sentença judicial) até o ano de 2020.

 

A votação da medida, no entanto, ficou para o ano que vem.

 

Para Oscar, o Estado passa por grandes dificuldades, com déficit de caixa, por conta de progressões de carreiras, aprovadas em gestões passadas, e até mesmo pelo pagamento de parte da Revisão Geral Anual (RGA) deste ano.

“A PEC do teto é a salvação dos Estados e municípios. Se não adotarmos medidas que coíbam essas progressões exacerbadas que foram feitas no passado, esse monte de outros benefícios que existe para as categorias, não se consegue fechar [as contas públicas]”, disse.

 

“E é o que aconteceu este ano, com grandes dificuldades em função dessas progressões e de qualquer tipo de correção, como foi a RGA, que afetou o caixa do Governo. Aí, chega agora, ao final do ano, com déficit, trazendo prejuízo a toda a sociedade”, afirmou.

 

O deputado ainda cutucou os colegas políticos que fazem a defesa dos funcionários públicos. Na própria Assembleia, deputados como Janaina Riva (PMDB), Wancley Carvalho (PV) e Zeca Viana (PDT) são os maiores defensores das categorias.

 

“Alguns políticos querem fazer política em cima de funcionário público. Eu respeito muito os funcionários públicos, mas faço política para os três milhões de pessoas que vivem no Estado. Não posso defender só uma categoria”, disse.

 

“Esses 100 mil funcionários podem estar extremamente satisfeitos, mas pode ser que os 3 milhões estão passando necessidade, sem saúde, porque não há dinheiro para investir, sem estrada porque também não há dinheiro. Não é legal, temos que fazer essa equação e essa reforma vem em bom momento”, afirmou.