-
11/12/2016 às 00h00

28% dos pacientes de terapia têm problemas de relacionamento

Relacionamento
28% dos pacientes de terapia têm problemas de relacionamento

Vivian di Croce, psicóloga e uma das profissionais que oferece atendimento por meio do aplicativo FalaFreud – ferramenta que conecta terapeutas a pacientes interessados em atendimento online – recebe queixas das mais diversas ligadas aos relacionamentos amorosos. Segundo o aplicativo, 28% dos usuários que buscam o atendimento declaram fazê-lo por esse motivo.

Para ela, mulheres entre 18 e 25 anos de idade, ainda apresentam muita insegurança o que as leva a nutrir ciúmes nas relações, o que gera muita angústia e a busca pela terapia. “A aceitação do término de relacionamento também é uma grande dificuldade”, explica a psicóloga. “A sensação de rejeição leva à criação de fantasias e ilusões que precisam ser trabalhadas”, explica.

Já entre pacientes de 26 e 40 anos de idade, as queixas surgem de relacionamentos mais consolidados, ligados à insatisfação com o parceiro ou parceira. “Infidelidade também é um problema mais recorrente nessa faixa etária”, diz Vivian. Entre pacientes de 40 a 50 anos, a principal reclamação dos relacionamentos é sobre falta de companheirismo e interesse sexual.

As redes sociais e os relacionamentos

As redes sociais têm impacto nos problemas das relações amorosas das pessoas. “Mas isso só ocorre com quem não sabe usar esses canais. Antes de postar uma foto, por exemplo, a pessoa deve se perguntar se colocaria aquela imagem em um porta-retrato em sua mesa de trabalho. Ou, antes de escrever um post, questionar se ela se sentiria bem falando aquilo em frente a mil pessoas sobre um palanque".

Essas perguntas ajudam a lembrar do impacto que as mídias sociais possuem. Por outro lado, a mídia social também ensina a temer e a desconfiar de todos. “Para algumas pessoas isso também pode aumentar a desconfiança dentro de um relacionamento amoroso, tanto como forma de ciúme obsessivo, ou como dificuldade de confiar no outro, isolando-se emocionalmente e vivendo relacionamentos rápidos sem envolvimento afetivo”, diz Vivian.