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30/07/2018 às 13h24

'Centrão': uma máquina com R$ 852 milhões de fundo partidário para alavancar o PSDB

Política
'Centrão': uma máquina com R$ 852 milhões de fundo partidário para alavancar o PSDB
Reprodução Terça Livre

O chamado “centrão” formado por Democratas, PP, PR, PRB, Solidariedade, PSD, PTB, PPS e PV terão – somando os fundos partidários das legendas – mais de R$ 852 milhões para tentar erguer a campanha do presidenciável e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).


A aposta é usar os recursos e o tempo de televisão, além do exército de 279 deputados federais, 2.263 prefeitos e oito governadores, para fazer com que a campanha ganhe volume, já que a posição de Alckmin nas pesquisas não é confortável.


Mesmo com toda estrutura, conforme as pesquisas de intenção de votos, se a eleição fosse hoje, o tucano correria sérios riscos de sequer chegar ao segundo turno.


Resta saber se com esse verdadeiro exército – e sendo a coligação com mais recursos e tempo de televisão – Alckmin conseguirá atingir o seu objetivo. O tucano terá aproximadamente 6 minutos de televisão. É bem mais que todos os outros adversários, já que o PT possui pouco mais de 1 minuto e 30 segundos, o PDT de Ciro Gomes tem 30 segundos, Marina Silva (REDE) tem 11 segundos e Bolsonaro tem 8 segundos.


Vale lembrar que a contabilidade em relação a deputados federais, prefeitos e governadores não significa dizer que todos estarão no palanque de Alckmin apenas por conta da “fidelidade partidária”. Muitos parlamentares, ainda que de outras legendas, já externaram apoio a Bolsonaro, por exemplo.


O presidenciável do PSL conseguiu montar uma “bancada” que já é a maior do Congresso Nacional. Todavia, isso não se traduz em alianças formais, apesar da importância do fato.