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20/09/2017 às 18h42

“Para defender nossas famílias, sacrificaremos nossas vidas”, disse professor ao repudiar ideologia de gênero; Veja o vídeo

Brasil
“Para defender nossas famílias, sacrificaremos nossas vidas”, disse professor ao repudiar ideologia de gênero; Veja o vídeo
Reprodução Internet

Recife foi a segunda cidade do País a sediar Audiência Pública para debater a Base Nacional Comum Curricular. O segundo ciclo de audiências foi realizado no último dia 28 de julho, na capital pernambucana. 


O Conselho Nacional de Educação, por meio do MEC, promoveu Audiências Públicas em 5 regiões do Brasil: Norte, Manaus-AM (07/07); Nordeste, Recife-PE (28/07); Sul, Florianópolis-SC (11/08); Sudeste, São Paulo-SP (25/08); e Centro Oeste, Brasília-DF (11/09).


Das 5 Audiências, com certeza, a mais marcante, foi a ocorrida em Recife. O Professor Aluísio Dantas fez duras críticas a tentativa de implantação da ideologia de gênero nas escolas brasileiras. A brilhante intervenção de Dantas causou e ainda está causando muita reflexão. O vídeo viralizou nas mídias sociais e busca alertar famílias e professores de todo o Brasil.


Ao discursar no evento, o professor citou Judith Butler, autora do livro Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Judith é feminista e defensora da ideologia de gênero. 


Em um dos trechos da definição estabelecida por Butler, qualquer formação de pessoas, sem limites e sem regras, deverá sem considerada família. Para Butler, nenhum tipo de junção, seja ela entre dois homens, várias pessoas se relacionando ao mesmo tempo, não há exclusão de relacionamento incestuoso, tampouco a pedofilia. Para espanto de todos, é sob a égide desta “pensadora” feminista que a defesa à ideologia de gênero se constrói em nosso país e avança para dentro das escolas infantis. 


Ao citar a obra de Judith Butler, o professor resume o pensamento da autora feminista: “O gênero não é senão uma construção social sem base em realidade biológica. Portanto não existe homem, não existe mulher, não existe gay, não existe travesti, não existe nada ‘etecetera’. 


Porque não existe nenhuma identidade, segundo esta senhora”, pontuou o Professor.


Em outro ponto, Aluísio assevera: “Todas as identidades são simplesmente demolidas, e este é o objetivo. A expressão que existe em uma sexualidade é consequência de uma imposição, segundo ela [a autora], da heteronormatividade como discurso de poder. [Para essa ideóloga] só nos libertaremos desta imposição através da normalização de todo e qualquer impulso sexual que a imaginação humana é capaz de conceber”.


O professor Aluísio Dantas encerra sua fala dizendo: "Não adianta o Ministério da Educação insistir em colocar a Ideologia de Gênero, porque nós vamos combater. Porque para defender nossas famílias e os nossos filhos, nós sacrificaremos as nossas vidas, os nossos bens, a nossa honra e a nossa liberdade”.

A Audiência Pública sobre o BNCC tratou, exclusivamente, sobre a educação infantil e o ensino fundamental. O Ministério da Educação (MEC) realizou o encontro por região do país, começou em Manaus no dia 7 de julho e encerrou em Brasília no último dia 11 setembro. 


O Plano Nacional de Educação foi aprovado em 2014 e, na ocasião, toda menção à ideologia de gênero foi rechaçada pelo Congresso Nacional. Por outro lado, há diversos documentos emitidos por Conselhos, diretrizes, políticas públicas, portarias, com a chancela de setores do Governo Federal, de Governos estaduais, e até municipais disciplinando a ideologia de gênero. Em diversos estados da federação tramitam projetos de lei, em Assembleia Legislativas, contendo a referida ideologia de gênero sob o manto do “respeito à diversidade”.



Obra de Judith Butler.


Recorrendo à obra de Judith, precisamente nos Capítulos 1 e 3, do livro de Butler, a autora feminista, além de negar a natureza humana, reforça seu desejo em não estabelecer um limite para o que chama de gênero. Pressupõe-se a existência e a defesa de gêneros sem qualquer limite moral, não havendo restrições para pedofilia, incesto, zoofilia e outros que possam emergir da perversidade de seus ideólogos. Vejamos:


Trecho, Capítulo 1: “Além disso, mesmo que os sexos pareçam não problematicamente binários em sua morfologia e constituição (ao que será questionado), não há razão para supor que os gêneros também devam permanecer em número de dois. A hipótese de um sistema binário dos gêneros encerra implicitamente a crença numa relação mimética entre gênero e sexo, na qual o gênero reflete o sexo ou é por ele restrito. Quando o status construído do gênero é teorizado como radicalmente independente do sexo, o próprio gênero se torna um artifício flutuante, com a consequência de que homem e masculino podem, com igual facilidade, significar tanto um corpo feminino como um masculino, e mulher e feminino, tanto um corpo masculino como um feminino (...)”


Trecho, Capítulo 3: “Se o sexo não limita o gênero, então talvez haja gêneros, maneiras de interpretar culturalmente o corpo sexuado, que não são de forma alguma limitados pela aparente dualidade do sexo (...)”


A autora cita Monique Wittig [O pensamento hétero], em diversos trechos de seu livro. A intenção desta vez é justamente mostrar que o tabu do incesto pressupõe o tabu contra a homossexualidade. 



Entenda a Base, com informações do Portal do MEC:


A BNCC é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da educação básica. A Base deve nortear os currículos dos sistemas e redes de ensino das Unidades Federativas, como também as propostas pedagógicas de todas as escolas públicas e privadas de educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, em todo o Brasil. Ela vem sendo discutida desde 2015 em articulação e colaboração com estados, Distrito Federal e municípios, e foi entregue ao CNE em 6 de abril. O documento encaminhado pelo MEC ao Conselho Nacional de Educação refere-se à educação infantil e ao ensino fundamental. A proposta referente ao ensino médio será encaminhada posteriormente.