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09/12/2018 às 11h58

11 coisas que a esquerda não sabe sobre a Ministra nordestina de Bolsonaro

Política
11 coisas que a esquerda não sabe sobre a Ministra nordestina de Bolsonaro
Reprodução Web

Nos últimos 20 anos, não houve nenhum parlamentar engajado em algum nível com questões de família, defesa da vida e da infância que não tenha consultado a opinião de Damares Alves sobre algum projeto de lei no Congresso Nacional. Mesmo sem mandato, é fato notório que sua influência lá dentro é grande faz tempo, o que ilustra toda a superficialidade da imprensa ao insistir em chamá-la apenas de “assessora do Magno Malta”. Mais uma vez, isso é coisa de jornalismo preguiçoso ou algo pior.


Agora que Damares é ministra, naturalmente, todos os produtores de conteúdo político estão vasculhando a internet atrás de informações sobre ela. Eu quero dar minha contribuição com detalhes que – pelo menos até agora – não seriam encontradas no Google.


1) Origem


Damares tem 54 anos, cresceu no Sergipe, mas morou em várias cidades do Nordeste na juventude; de origem humilde, ela é filha de um pastor e de uma dona de casa.


2) Abuso


Quando criança, aos 6 anos de idade, foi abusada sexualmente. A violência foi tão brutal que a tornou incapaz de gerar uma criança em seu útero.


3) Crianças de rua


No final da década de 80, no Sergipe, Damares fundou o comitê estadual do Movimento Nacional Meninas e Meninos, cuja principal função era a proteção de crianças moradoras de rua. Nesse período, por diversas vezes, transformou seu próprio apartamento em lar temporário para essas crianças. Outras vezes, para entender o problema na pele, dormiu nas ruas de Aracaju ao lado delas.


4) Pescadoras


Também  no final da década de 80 atuou na defesa dos direitos  da mulheres  pescadoras e trabalhadoras do campo. Existe ainda hoje, no povoado Siririzinho, na cidade de Siriri, em Sergipe, um centro social que  recebeu, em 1987,  o seu nome: Damares Alves.


5) Adotou uma índia


Damares não tem filhos biológicos mas adotou uma indiazinha que foi salva da prática de infanticídio, comum em algumas tribos do Norte quando há o nascimento de bebês gêmeos ou com qualquer tipo de deficiência. A experiência a motivou a criar o Movimento Atini que busca no Congresso Nacional meios de proteger crianças indígenas que correm o risco de ser sacrificadas.


6) Contra o aborto


Damares foi uma das fundadoras do Movimento Brasil Sem Aborto, a entidade organizada mais influente na defesa dos nascituros no Brasil.


7) Contra a pedofilia


É palestrante reconhecida nacionalmente pelo combate à pedofilia.


8) Contra as drogas


É coordenadora do Movimento Nacional Brasil Sem Drogas.


9) Advoga de graça


Advoga voluntariamente, há 30 anos, para mulheres em situação de vulnerabilidade social e violência doméstica.


10) Flores de Aço


É coordenadora do Instituto Flores de Aço, com sede em Brasília, que milita em defesa dos direitos da mulher.


11) Mais de 300 apoios

Somadas todas as notas, a mera notícia de que seu nome era cotado para o cargo resultou em mais de 300 apoios formais de entidades sociais, profissionais de destaque e políticos.