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01/07/2020 às 19h34

60 INFECTADOS EM 1 MÊS: Vereadora de Diamantino cobra instalação de barreiras sanitárias nas entradas da cidade

Cidade e Cotidiano
60 INFECTADOS EM 1 MÊS:  Vereadora de Diamantino cobra instalação de barreiras sanitárias nas entradas da cidade

A vereador Maria Eugênia Vasconcellos (PSB), voltou a cobrar, nesta segunda-feira (29), o prefeito Eduardo Capistrano (PDT) e a secretaria Municipal de Saúde, que sejam instaladas barreiras sanitárias nas entradas que dão acesso a cidade de Diamantino nas seguintes localidades: MT-240, na Rodovia Senador Roberto Campos (próximo à Secitec) e BR-364, próximo ao posto Trevão e a empresa Bunge.


Foto Assessoria 


 O pedido da parlamentar foi feito durante sessão plenária. Na tribuna, Maria alertou sobre o número considerável de contaminados em Diamantino que tem crescido de forma acelerada. Conforme o boletim epidemiológico municipal, na segunda-feira Diamantino registrou 55 casos confirmados de Covid-19, o coronavírus, e um óbito em decorrência do vírus. Os casos começaram a surgir na cidade no início deste mês.


“Vamos dar prioridade à saúde. Parar de fazer política com a saúde. A Saúde está deixando à desejar. Já são mais de 50 casos confirmados e uma morte. Vai precisar morrer mais quantas pessoas para o Município tomar atitudes mais enérgicas? Precisamos ter o controle de quem entra em nossa cidade, senão daqui a pouco Diamantino vai sofrer consequências mais graves e, nem UTI para isso nós temos. Diamantino já está na classificação de risco ‘alto’. Não dá para cruzar os braços diante disso”, alertou a vereadora.


Segundo a vereadora, o intuito é que não seja permitido o acesso de pessoas que se recusarem a submeter aos procedimentos da barreira sanitária, além disso que seja verificada a temperatura corporal e feito um breve questionário de todos os ocupantes dos veículos. Esse tipo de ação já foi adotado em diversos municípios mato-grossenses, entre eles Chapada dos Guimarães - uma das principais cidades turísticas do estado – e a mais recente, Várzea Grande, vizinha da Capital e que já conta com o registro de contaminação da própria prefeita Lucimar Sacre Campos (DEM). 


Recurso federal


Ainda durante discurso na tribuna da Câmara de Vereadores, Maria Eugênia sugeriu ao prefeito Eduardo Capistrano (PSDB), que utilize parte do recurso enviado pelo governo federal ao município, no valor de R$ 7,2 milhões para investir na implantação das barreiras e formação de equipes para revezamento da ação que deverá permanecer nos pontos solicitados por, no mínimo, 12 horas por dia durante a pandemia ou até que haja achatamento da curva epidemiológicaem Diamantino.


Conforme o boletim epidemiológico divulgado pela secretaria Municipal de Saúde, a cidade registrou até esta terça-feira (30), 60 casos confirmados de Covid-19, e um óbito em decorrência da doença. Além disso, a vigilância monitora 66 casos suspeitos. Uma pessoa acometida pelo coronavírus está internada em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).


Alto Risco


Diamantino está na lista dos municípios com classificação de risco ‘alto’, ou seja, com nível considerável de contaminação pelo coronavírus. A informação consta no boletim epidemiológico do Estado, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta segunda-feira (29).


Recentemente, o governo de Mato Grosso baixou o decreto nº 522, publicado no Diário Oficial de sexta-feira (12), que cria o sistema de classificação de riscos válido para todos os municípios do estado.


O modelo de monitoramento classifica em quatro níveis o curso da pandemia da Covid-19, o coronavírus, nos municípios de Mato Grosso. Os perfis destacados no levantamento são “baixo”, “moderado”, “alto” e “muito alto”.


E, para cada uma das classificações, uma sequência de medidas específicas é recomendada, de forma que cada município será orientado de forma relativa ao atual curso da doença na região.