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11/01/2019 às 09h45

Analistas detonam Danilo Gentili e a esquerda sobre nomeação do filho de Mourão ao BB

Política
Analistas detonam Danilo Gentili e a esquerda sobre nomeação do filho de Mourão ao BB

Analistas políticos de direita que apresentam um programa semanal via facebook chamado PROGRAMA TIRO CERTO, com os apresentadores Athos Junqueira e Manoel Carlos repercutiram o caso sobre a polêmica nomeação de Antônio Hamilton Mourão, filho do vice-presidente Hamilton Mourão, para o cargo de assessor do presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes.


O caso ganhou repercussão nacional e até mesmo Danilo Gentili, conhecido apresentador de Tv, que abertamente se posiciona à direita, sendo um dos discípulos do filósofo Olavo de Carvalho, comentou o caso. Ocorre que Gentili criticou a nomeação, comparando o governo Bolsonaro ao Sarney. O fato gerou desconforto e os analistas Manoel Carlos e Athos Junqueira atacaram as premissas daquilo que foi dito por Gentili. Para os analistas, houve muitos direitistas que criticaram a nomeação, porém Gentili chamou atenção por aderido ao senso comum, segundo apontou Manoel Carlos. 


O programa Tiro Certo contou com a participação de Felipe Maricato, direto de Porto Alegre, que discorreu sobre o assunto. Maricato, em sua participação, afirmou que a direita está sendo pautada pela esquerda. E, na guerra política, a direita está em uma posição de fragilidade: “a mídia esquerdista pauta a direita que é sensível a qualquer coisinha e já começa a puxar os cabelos. Não gerou aumento de custo ao país, os cargos do bancos estão lá e serão preenchidos por alguém. Ou serão preenchidos por gente da direita ou por gente da esquerda. O fato representa um custo político ao governo, mas é fato sem maiores problemas, não se cometeu nenhum crime”, disse Maricato. 


Athos Junqueira criticou a adesão de narrativas postas pela esquerda e lembrou que os petistas tentam nivelar por baixo: “pegam um fato comum, e tentam fazer com que todos pensem que seja tão criminoso quanto o roubo de bilhões da Petrobras”. 


O analista político Manoel Carlos disse que após 35 anos de socialismo é natural que se tenha o senso comum de que aquela pessoa que atinja o poder irá se beneficiar e beneficiar quem esteja ao seu redor. Porém, Manoel alerta para um cuidado de não se generalizar e não se perder no senso comum. O analista disse que Danilo Gentili aderiu a narrativa da esquerda e ao senso comum sem que se avaliasse os critérios para compreender a nomeação do filho do General. Além da falta de senso de proporcionalidade, já que o humorista comparou a Nova Era (Governo Bolsonaro) a Era Sarney. Para o analista, Gentili acredita que não há limite para o humor, então não deve haver limite para as análises políticas. 


Manoel lembrou que não estão saindo em defesa do General, mas das posições da direita em que se busca a conexão com a realidade e a verdade.

 

Manoel questionou alguns pontos que pudessem fundamentar a isenção do General ao caso, Manoel indagou: “O General Mourão indicou seu filho ao cargo? Não. O filho do Mourão é efetivo do Banco? Sim. O Filho tem qualificação? Sim. O cargo é de livre nomeação? Sim. O salário está fora da realidade? Não, pois trata-se de uma instituição financeira e ela precisa pagar salários conforme outros bancos para não perder seu quadro técnico para propostas financeiras dos concorrentes”. 

Na análise do caso foi direcionada a própria direita, e uma crítica sobre a situação evidenciada.


O programa repercute a política de um jeito capaz de deserquerdizar a grande mídia, com informações de bastidores e desta vez a crítica foi para abrir os olhos da nova direita brasileira. 


A preocupação está, inclusive, quanto a perda de tempo em que a direita permaneceu envolvida no assunto e esqueceu de observar questões que são muito mais preocupantes ao país, como reforma da previdência e a votação secreta para as mesas do Senado e Câmara dos Deputados.