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06/09/2019 às 19h36

Barragarcenses desaprovam creche e cobram Escola Militar no antigo prédio do Dom Bosco

Cidade e Cotidiano
Barragarcenses desaprovam creche e cobram Escola Militar no antigo prédio do Dom Bosco
Reprodução Internet

A notícia da construção de uma possível creche nas instalações do antigo prédio da escola Dom Bosco, anunciada nesta quinta-feira pelo prefeito Roberto Farias de Barra do Garças, desagradou em cheio uma grande maioria da população da cidade. Nas redes sociais a pergunta que viralizou foi; E cadê a escola Militar? Segundo os internautas, o município está favorecendo um projeto contrário aos interesses da população. A maioria aponta que o grande erro está sendo do gestor, que não consultou a comunidade que já estava esperançosa pela construção no local da escola militar. 


A polêmica tomou conta na cidade, demonstrando insatisfação com a possibilidade da mudança do projeto de escola para creche, o morador Wilian Lima questionou; e a escola Militar ficou só na promessa? Já a professora Vera Lúcia comentou; o que mais precisamos realmente é de uma escola militar, as promessas foram em vão. Creche no centro, sendo que é nos bairros distantes que é fácil pegar um prédio com estrutura para transformar em creche. Em vez de facilitar para as famílias, vai é dificultar a locomoção. Desse jeito Barra do Garças vai dá adeus a escola militar, político é assim só promessa. Disparou Vera, inconformada com a decisão do prefeito.  


O vereador Júlio César (PSDB), que vem sendo um defensor da implantação da escola Tiradentes desde o seu lançamento pelo governo Pedro Taques manifestou contrariedade ao projeto do local ser utilizado para o funcionamento de uma creche, e defendeu que seja mantido o projeto inicial que é a construção de uma escola Militar na área central da cidade.


“O momento está propício para que possamos construir a escola militar, pois o governo federal atual é um dos maiores incentivadores das escolas militares no Brasil. Queremos manter o projeto inicial que inclusive a obra de reforma já foi iniciada e paralisada por falta de pagamento a construtora, e hoje contamos com um suporte da mão de obra que representa 60% dos custos da reforma, mão de obra essa já disponibilizada sem nenhum custo e será feita pelos reeducandos, coordenados pelos agentes prisionais de Barra do Garças. A construção de creches é muito importante, mas precisamos aproveitar o momento e construir urgentemente essa escola. Temos que levar creches é para os bairros mais necessitados onde existe uma maior demanda e carência, como na Vila Maria, Nova Barra e São José”. Ressaltou o vereador. Ele afirmou ainda esperar que os deputados Dr. Eugênio e Silvio Fávero que estarão presentes na audiência pública da Escola Tiradentes no dia 26 deste mês em Barra do Garças, trabalhem fortemente junto ao governo Mauro Mendes, para uma definição desse tão sonhado projeto da Escola Tiradentes, dando fim a reutilização do prédio do Dom Bosco que se encontra sem nenhum uso, e em completo estado de abandono. O vereador citou ainda que a vitória da construção do Ganha Tempo localizado nas dependências do terreno da Escola Dom Bosco. “Lutamos pelo Ganha Tempo no mesmo período que começamos a trabalhar a vinda da escola Tiradentes e vencemos, hoje se tornou uma realidade, e não podemos deixar a chama apagar, temos que ter persistência para construirmos a escola Tiradentes. Concluiu Júlio César. 


O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta quinta-feira (5) o Programa das Escolas Cívico-Militares. A pasta diz que vai dobrar o número da oferta para 216 instituições. O lançamento ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília. A intenção do governo federal é ofertar as mais de 200 escolas cívico-militares no país até 2023. A adesão de Estados e municípios é voluntária. 


O Estado de Mato Grosso conta com unidades da escola Militar Tiradentes em Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Confresa, Nova Mutum, Juara, Rondonópolis, e Alta Floresta, que possui a primeira Escola Militar do Corpo de Bombeiros.


A escola é resultado de uma parceria da Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) e os municípios. 

 

A primeira escola Tiradentes em Mato Grosso foi construída em 1986, concidentemente pelo então governador Wilmar Peres de Farias, já falecido, pai do atual prefeito de Barra do Garças Roberto Farias. 


Assim com as demais escolas da rede estadual de Educação, a Escola Militar segue a matriz curricular da Seduc. Ela funciona em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), que fica responsável pelas coordenadorias pedagógicas, administrativa e financeira. Os militares também são autorizados a ministrar aulas, desde que estejam devidamente habilitados, em consonância com a legislação educacional.


As escolas militares já se tornaram referência em aprendizagem e alcançam uma das melhores pontuações no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Estado. O diferencial das unidades militares é fortalecer os valores comunitários e a disciplina, formando cidadãos mais conscientes.

O modelo passa para as crianças os valores militares, como o respeito, disciplina e hierarquia. O trabalho é voltado para que o estudante vincule esses valores à sua vida, e leve para sua casa e se comporte de modo a contribuir com a sociedade. Além disso gera um vínculo muito positivo entre a Polícia Militar e a comunidade, que é essencial para o exercício da cidadania.


Projeto de Construção da Escola Tiradentes concentrará discussões em audiência da Assembleia Legislativa 


Os deputados estaduais Dr. Eugênio (PSB) e Silvio Fávero (PSL) vão realizar Audiência Pública no dia 26 de setembro, às 19h00min, na Câmara Municipal de Barra do Garças, para tratar da retomada das obras do Projeto Escolar Militar - Tiradentes no município de Barra do Garças.


No requerimento, os parlamentares justificam que a audiência será uma resposta para sociedade Barra-garcense, que tem aguardado com grande expectativa a efetivação da obra no município. “Ressalto que a realização dessa audiência será um importante passo para conclamar a própria comunidade para debater e discutir, somando esforços para que o sonho se concretize”, explicou o deputado Dr. Eugênio.


Autor da Lei 10.922/2019, que facilita a implantação e a criação das escolas cívico militares, em Mato Grosso, Fávero fala sobre a importância de oportunizar a população com a escola que tem como referencial, a valorização da família, os princípios morais e a disciplina. “O intuito é oferecer excelência no ensino, além de transmitir valores morais, disciplina, amizade, patriotismo, o respeito à família, à pátria e o incentivo ao esporte. Respeito ao professor, inclusive, que tem sido alvo de violência em sala de aula”, destacou.


Fávero, líder do PSL na Assembleia de Mato Grosso, tem feito um trabalho alinhado ao Plano Nacional de expansão das escolas militares no Brasil, definido pelo presidente Jair Bolsonaro. E, já estão em fase de definição, ao menos 3 novas escolas, uma na fronteira de MT e outra em Várzea Grande e outra na região do Pedro 90, em Cuiabá.