-
14/08/2018 às 11h42

Complexo hospitalar Jardim Cuiabá será investigado por exposição de pacientes a contaminação e crimes ambientais

Cidade e Cotidiano
Complexo hospitalar Jardim Cuiabá será investigado por exposição de pacientes a contaminação e crimes ambientais
Foto reprodução Web

A importadora e exportadora Jardim Cuiabá é a nova administradora do Nosocômio Jardim Cuiabá, cujo nome atual (fantasia) é complexo hospitalar de Cuiabá e a através de denúncias de exposição de contaminação de pacientes o Delegado da DEMA-MT, (Delegacia do Meio Ambiente) determinou que a SEMA-MT, faça minuciosa inspeção ao local hospitalar para apurar as irregularidades.


TOTALMENTE irregular e sob crime ambientais e sanitários, sendo inclusive o único no brasil que funciona sem os devidos licenciamentos, que expõem a risco os pacientes e suas vidas.


Mofo, infiltração, soro manipulado de forma inadequada, irregularidades na esterilização de materiais, procedimentos cirúrgicos, esses são alguns dos problemas que um Hospital possui quando não está devidamente autorizado ou licenciado a funcionar e constam na denúncia oficializada na investigação preliminar.



Delegado Gianmarco Marco Paccola Capoani


Diante da gravidade dos fatos do Hospital o Delegado do Meio Ambiente GIANMARCO MARCO PACCOLA CAPOANI instaurou um procedimento chamado AIP(autos de investigação preliminar), onde em data de 29 maio de 2018 ordenou que em ofício que a SEMA-MT, e a prefeitura de Cuiabá-MT, façam detalhada fiscalização no estabelecimento encaminhando posterior questão do Hospital a Delegacia ambiental.


O oficio do Delegado para a Sema-MT, recebeu número 300018 / 2018 e que pode ser consultado no site da própria SEMA-MT através do link Protocolo SAD


PROTOCOLO DA DELEGACIA NA SEMA-MT




O protocolo do oficio que visa apurar os crimes ambientais e sanitários foi recebido pelo Gabinete do Secretário do Estado de Meio ambiente que lentamente diante da gravidade do risco de vida de paciente reencaminhou a SUF, Superintendência de fiscalização da SEMA-MT dias depois para que seja feita vistoria do local.


Os fatos da denúncia que deram azo a instauração da AIP de investigação referem-se a contaminando do esgoto, funcionamento irregular sem alvará sanitário bem como sob crimes ambientais e falta de controle de infecção dos pacientes que põem em riso vidas.


A contaminação do esgoto feita pela lavanderia do Hospital os dejetos altamente contaminantes que são despejados pela lavanderia do Hospital que não é terceirizada, mas sim própria. Um caso onde o lençol sujo com sangue e cheio de eletrodo que é lavado nas lavadoras industriais do Hospital tem o resíduo despejado DIRETAMENTE no esgoto que vai para um córrego e em seguida para o Rio Cuiabá.



Eletrodo jogado na fossa


Esse fato de despejar água suja no rio, causa proliferação de bactérias resistentes que podem não morrer durante o trajeto, contaminando o rio, e posteriormente, vai parar na caixa d´água das residências.


DECISÃO DO DELEGADO DETERMINANDO VISTORIA NO HOSPITAL




DO DESCONTROLE DAS INFECÇÃO


É tão grave o descontrole de infecções dentro do hospital citado que dois funcionários do próprio nosocômio passaram por cirurgia de apendicite e ao serem operados contraíram uma infecção gravíssima chegando à beira da morte.


Após o incidente um deles está até hoje na sua própria casa com home care instalado para sobreviver, sendo eles Anita Piccolo e Marcel. A infecção foi tão gravosa e quase mortal que o próprio plano de saúde optou pelo home care que é a criação de um suporte hospitalar em casa para além de tirá-lo da exposição da infecção dentro daquele hospital o tratamento do paciente ainda fica mais barato, mas o fato ventilado é de que ambos chegaram à beira da morte com infecção generalizada


CONSIDERAÇÕES FINAIS


A infecção hospitalar é um grave problema de saúde pública e representa um grande desafio a ser enfrentado pelo poder público para a execução das ações de prevenção e controle de infecção nas instituições hospitalares.


A nova administração não consegue que gere o hospital não consegue se enquadrar nas leis sanitárias e ambientais, deixando de ter controle das infecções que contaminam os pacientes.