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01/08/2018 às 16h01

Greve de fome enaltecida pelo PT envolve líder sem-terra e ex-guerrilheiro

Brasil
Greve de fome enaltecida pelo PT envolve líder sem-terra e ex-guerrilheiro
Reprodução Web

A greve de fome anunciada pela militância petista e em prol do condenado Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT), conta com líder sem-ferra e ex-guerrilheiro, além de ter o apoio oficial do Partido dos Trabalhadores, como se pode observar no site “PT na Câmara”.


Tudo faz parte do movimento orgânico para tentar incutir uma narrativa junto à opinião pública. Entre os conhecidos da “greve de forme”, está o freio Sérgio Gorien, o líder do MST Jaime Amorim e Luiz Gonzaga Silva, que já integrou grupos guerrilheiros no país.


As figuras ilustres acabam por mostrar como o PT tem seus braços para mobilizar os ditos “movimentos sociais” ideologicamente comprometidos.


Por sinal, este é mais um ato que reflete a “dupla moral” esquerdista. É que em 2010, ao comentar sobre a greve de fome do preso político Orlando Zapata Tamayo, em Cuba, o ex-presidente Lula fez pouco caso. Afinal, era o regime liderado pelo ditador Fidel Castro que tinha colocado Orlando Zapata na cadeia.


Diferente de Lula, Zapata era um preso político. Lula é um político preso. Orlando Zapata veio a falecer e eis a declaração do ex-presidente condenado: “Temos de lamentar, como ser humano, sobre alguém que morreu porque decidiu fazer greve de fome, que vocês sabem que eu sou contra porque fiz greve de fome. Se essas pessoas tivessem falado comigo antes, eu teria pedido para ele parar a greve”.


Esta dupla moral encontra abrigo no “PT na Câmara”, que enalteceu a greve de fome a ser feita por seis militantes por temo indeterminado. A greve de fome teve até coletiva de imprensa divulgada pela legenda partidária. Houve a presença até de João Pedro Stédile, o responsável pelo “exército de Lula”.


Mas, ao mesmo tempo que apoia o PT não quer se responsabilizar pelos atos. Eis o que diz o site PT na Câmara: “Os seis grevistas afirmaram que a decisão de cada um foi consciente, livre e espontânea”. Tudo para parecer que é algo espontâneo e não coordenado. Porém, a greve parte de uma série de atividades que serão realizadas até o dia 15 de agosto, que é a data para o registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral.