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28/09/2018 às 12h39

Guerrilha comunista das FARC unindo-se a grupos paramilitares

Mundo
Guerrilha comunista das FARC unindo-se a grupos paramilitares
Foto reprodução Web

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) afirmam que depuseram suas armas depois da assinatura de um acordo de paz em 2016, mas a realidade é bem diferente.


Os acordo de paz assinados em 2016 pelo então presidente Juan Manuel Santos e pelos rebeldes deveriam colocar um ponto final em cinco décadas de conflito que deixaram pelo menos 220 mil mortos e obrigaram quase 6 milhões de pessoas a abandonar seus lares.


No entanto, por trás do acordo, havia um temor: a possibilidade de muitos dos milhares de combatentes beneficiados com a anistia do pacto cansarem da vida civil e retomarem as armas.


Isso já está acontecendo.


Alguns dos rebeldes passaram a usar insígnia do Bloco Virgilio Peralta Arenas, grupo mafioso acusado pelas autoridades de matar civis e traficar drogas.


O grupo já combateu as Farc, mas os rebeldes dizem, agora, trabalhar em conjunto para garantir a proteção mútua. Isso pode significar que os rebeldes ficarão mais parecidos com uma gangue do crime organizado do que com o exército revolucionário marxista da época de sua fundação, no início dos anos 1960.


Recentemente, o ministro da defesa da Colômbia, Guillermo Botero, alertou que “dissidentes das Farc se espalharam muito além do que se comenta, e estão em processo de crescimento”.


O presidente da Colômbia, Iván Duque, fez campanha contra o acordo de paz e agora diz que vai revisá-lo.


Fonte: Tarciso Morais – Renova Mídia