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02/01/2018 às 13h47

Lava Jato do Rio supera Paraná no números de operações em 2017

Política
Lava Jato do Rio supera Paraná no números de operações em 2017
Fernando Frazão/Agência Brasil

o contrário do que vinha ocorrendo desde 2014, quando teve início a Lava Jato, o núcleo da força-tarefa no Rio de Janeiro se destacou mais que o de Curitiba, durante o ano de 2017.


De acordo com informações da BBC Brasil, no que se refere a números, o Estado fluminense deflagrou 15 operações, no ano passado, para cumprir mandados de busca, apreensão, condução coercitiva e prisão. Em 2016, foram apenas três.

Enquanto isso, no Paraná, foram dez operações, seis a menos que no ano anterior. De qualquer forma, até o momento, a força-tarefa já alcançou a sua 47ª fase no Estado. A partir das investigações realizadas lá, houve desdobramentos ligados aos esquemas criminosos no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

"O número de deflagração de fases não aponta se a operação está ou não caminhando para o fim. Isso depende de investigações aprofundadas e do trabalho conjunto com a Polícia Federal e Receita. As operações somente são deflagradas quando se tem um material robusto que justifique às mesmas", informou a Procuradoria da República no Paraná, por meio de sua assessoria de imprensa.

Se em Curitiba cabe a Sérgio Moro julgar os casos da Lava Jato em primeira instância, no Rio a missão é de Marcelo Bretas. Foi dele a maior pena a um réu da força-tarefa até hoje, dada ao ex-governador do Estado Sérgio Cabral: 45 anos.

A decisão mais severa de Moro foi contra o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT), que recebeu sentença de 20 anos e 10 meses de reclusão.

No Rio, já são 25 condenados, cujas penas somadas ultrapassam os 345 anos de prisão. Foram apresentadas 26 denúncias contra 126 pessoas por crimes como fraude em licitação, corrupção, lavagem, falsidade ideológica e tráfico de influência.

Mas nem todos os réus ou condenados estão na cadeia. Como o jornal O Globo mostrou em novembro, 69% dos réus da Lava Jato do Rio, por exemplo, não estavam em presídios ou carceragens. Vinte e sete deles haviam sido soltos, oito cumpriam prisão domiciliar e 14, recolhimento noturno.

Em Curitiba, a Justiça Federal já condenou 113 pessoas a mais de 1,7 mil anos de prisão, se somadas todas as penas aplicadas nos quase quatro anos de Lava Jato.