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18/03/2019 às 07h09

Nova Zelândia: Terrorista se declara anticonservador

Mundo
Nova Zelândia: Terrorista se declara anticonservador
Reprodução Internet

Momentos antes de atacar Christchurch, na Nova Zelândia, Brenton Tarrant deixou em sua conta do Twitter o “manifesto” “The Great Replacement” (A Grande Reposição), em que elencava motivos que o teriam levado a tirar a vida de diversas pessoas em uma mesquita.


No documento, Tarrant se declara ecofascista, pagão, seguidor do movimento eurasiano, fascista, intolerante e anticonservador. Para ele, o conservadorismo é um “corporativismo disfarçado”, do qual não “deseja fazer parte”.


Ele dedica um parágrafo completo do manifesto para enfatizar sua oposição ao conservadorismo: “O que é que o conservadorismo moderno conseguiu conservar? O que procura conservar? O ambiente natural? Cultura Ocidental? Autonomia étnica? Religião? A nação? A corrida? Nada é conservado. O ambiente natural é industrializado, pulverizado e mercantilizado”, ressalta. “O conservadorismo está morto. Graças a Deus. Agora vamos enterrá-lo e avançar para algo que funcione”, finaliza.


Além disso, Brenton diz ter como inspiração Oswald Mosley. “Eu concordo em muito com as visões do Sr. Oswald Mosley e me considero um ecofascista por natureza”.


Oswald Mosley era líder da União Britânica dos Fascistas. Seu filho, ex-diretor da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Max Mosley, financiou Tom Watson (Labour Party – Partido Trabalhador britânico) e esteve envolvido em uma espécie de orgia com temática nazista, de acordo com o jornal Dailymail.


À semelhança dos ideais defendidos por Adolf Hitler durante o extermínio de Judeus da Alemanha, Brenton Tarrant deixa clara sua tentativa de eliminar os imigrantes da Europa, para “alcançar um futuro europeu etnocêntrico”, onde não exista espaço no mercado para “não brancos”, onde a taxa de fecundidade europeia aumente, para que o futuro do continente não seja feito de imigrantes.


Sob juramento no Supremo Tribunal, Mosley, que estava processando o News of the World por relatar sua participação no que o jornal alegou ser uma orgia “com temática nazista“, categoricamente negou que tal folheto existisse. Mas o Mail localizou o odioso panfleto em um arquivo histórico. Diz: “Publicado por Max Mosley.”


Foi escrito para uma eleição de 1961 em que Mosley, o filho mais novo de Oswald Mosley, líder da União Britânica dos Fascistas, era o agente do partido político de seu pai no pós-guerra, o Movimento da União (UM).


De acordo com a matéria ele processou o News of the World. 

Celio Azevedo

Esquerda nunca mais no mundo!

19/03/2019 02:05