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08/06/2019 às 18h12

Prefeitura se compromete a ajudar no pagamento dos salários atrasados dos funcionários da Santa Casa

Cidade e Cotidiano
Prefeitura se compromete a ajudar no pagamento dos salários atrasados dos funcionários da Santa Casa
Reprodução Prefeitura de Cuaibá

Em audiência de conciliação realizada nesta sexta-feira (07), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), se comprometeu a fazer o repasse de R$ 3,5 milhões para o Governo do Estado, com o objetivo de auxiliar no pagamento dos salários atrasados dos funcionários da Santa Casa de Misericórdia.

De acordo com o secretário adjunto de Gestão da SMS, João Henrique Paiva, o repasse será realizado em 7 vezes. “Importante ressaltar que, visando a legalidade do processo, essa proposta será analisada pela Procuradoria Geral do Município, uma vez que esse dinheiro é público. Apesar do fato de que esses funcionários não são da Prefeitura, o prefeito tem interesse em colaborar, pois os serviços da Santa Casa são essenciais para a saúde pública do município”, explicou Paiva.

Com mais de 200 anos de existência, a Santa Casa fechou as portas em março deste ano com uma dívida que ultrapassa R$ 118 milhões. Os cerca de 800 funcionários da unidade hospitalar estão sem receber salários há pelo menos 6 meses.

Sensibilizado com a situação destes funcionários, o prefeito autorizou o aporte dos recursos que, somados aos repasses da Assembleia Legislativa e do Governo do Estado, serão suficientes para saldar a dívida da Santa Casa com seus funcionários. “Me coloquei no lugar destes trabalhadores que ralaram muito e que estão há vários meses sem receber e me solidarizei com o sofrimento deles. Apesar da Prefeitura não ser responsável por estes funcionários, uma vez que os serviços que utilizamos do hospital foram devidamente pagos, e nem todos cumpridos, decidi ajudar para que essa situação se resolva uma vez por todas. Como prefeito desta cidade, me preocupo com todos os cidadãos e vou ajudar a solucionar este problema”, comentou Pinheiro.