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15/12/2017 às 11h27

Taques anuncia concursos para 1,3 mil vagas de policiais e delegados

Cidade e Cotidiano
Taques anuncia concursos para 1,3 mil vagas de policiais e delegados
Foto: RepórterMT/Reprodução

O governador Pedro Taques (PSDB) garantiu que se a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) permitir irá realizar concursos públicos para contratar 1,3 mil policiais militares, civis e delegados em 2018.


A afirmação do governador foi dada durante a 11º Edição da Caravana de Transformação, que ocorreu no último fim de semana, em Rondonópolis (localizado a 212 quilômetros ao Sul de Cuiabá).

“Precisamos de mais 1,2 mil policiais militares e civis, além de 100 delegados de polícia. Esses concursos serão realizados ano que vem porque esse ano não tem como fazer mais”, explicou o tucano.

A declaração de Taques está baseada no alerta do Tribunal de Contas do Estado (TCE), em outubro passado, que o Estado já estouro o limite prudencial é de 46,55%, sendo que a receita da corrente liquida dos servidores pode fechar o ano com um ‘rombo’ de 47,39%.

O estouro na LRF impede que o Governo contrate ou reajuste salário dos servidores – exceto os mandados judiciais – além de proíbir realização de concurso público que prevê a criação de novos cargos.

O inchaço na folha, segundo Taques, foi motivado pelas 100 leis de carreira aprovadas sem estudo econômico na gestão do ex-governador Silval Barbosa (sem partido). Além disso, o governador também ressaltou que durante a sua administração já transformou o quadro de profissionais da Segurança Pública e ampliou consideravelmente o número de efetivos na área da Educação.

“Na nossa administração nós chamamos 3,6 mil profissionais para a Segurança. Antes Mato Grosso tinha 11 mil profissionais da segurança, ou seja, chamamos quase um terço da força que existia no Estado. Chamamos ainda 114 servidores para a Empaer, além disso, o secretário [Marco] Marrafon fez concurso para 5,7 mil vagas na Educação”, argumentou. 

No Diário Oficial do Estado da última semana, o Governo já havia publicado a criação de uma comissão para analisar a possibilidade de também realizar concurso público para agentes prisionais.