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27/07/2020 às 09h59

Traficantes usam pandemia para expandir poder em favelas do Rio

Brasil
Traficantes usam pandemia para expandir poder em favelas do Rio
Divulgação

Nas últimas semanas, um grupo de traficantes vem ampliando o controle sobre favelas da Zona Norte do Rio de Janeiro.


Os bandidos passaram a chamar a região de “Complexo de Israel”, utilizando símbolos religiosos e a bandeira do país hebreu como forma de demonstrar domínio do território. 


As comunidades afetadas são Cidade Alta, Vigário Geral, Parada de Lucas, Cinco Bocas e Pica-Pau.


No processo de expansão, os traficantes estão deixando rastros de violência e terror. 


O chefe do bando é o traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, que tem 34 anos e 35 crimes no prontuário. “Ele já foi investigado, indiciado e denunciado, mas nunca preso”, destaca a revista Oeste.


De acordo com o jornal Gazeta do Povo, o tenente-coronel Mauro Fliess, porta-voz da PM do RJ, declarou:


“Se o gelo não for enxugado, a casa será inundada. Então, é importante sim uma presença da polícia militar em áreas conflagradas. Sempre respeitando a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) mas é importante não só para prender criminosos, retirar armas de circulação e também para evitar esse deslocamento de grupos de criminosos em busca de uma expansão territorial.”


A decisão a que ele se refere foi tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.


Como noticiou a RenovaMídia, Fachin determinou a suspensão de operações policiais em favelas do Rio durante a pandemia de coronavírus, exceto em “hipóteses absolutamente excepcionais”.