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22/06/2019 às 11h15

Trump autorizou ataque militar ao Irã, mas recuou na última hora para evitar 150 mortes

Mundo
Trump autorizou ataque militar ao Irã, mas recuou na última hora para evitar 150 mortes
Foto internet / Donald Trump e Hassan Rohani

As tensões entre os EUA e o Irã chegaram a um novo clímax nos últimos dias. Isso porque na segunda (17), os iranianos derrubaram um drone americano sem tripulação que sobrevoava o estreito de Ormuz. Teerã justificou o ataque dizendo que a aeronave estaria violando o espaço aéreo daquele país. Inclusive, segundo o ministério iraniano, eles apresentaram uma queixa formal sobre o caso no Conselho de Segurança da ONU.


Os americanos, por outro lado, asseguram que o drone do tipo Globol Hawk, que custa cerca de 130 milhões de dólares e tem o porte de um Boeing 737, sobrevoava águas internacionais e que, portanto, foi alvo de um ataque não provocado. O presidente Donald Trump usou o Twitter para chamar o incidente de “um grande erro do Irã”, mas, em um primeiro momento, não deu indicações que retaliaria belicamente.


Entretanto, ontem (21), Trump e a alta cúpula do governo americano, incluindo o secretário de Estado Mike Pompeo e o secretário de Segurança John Bolton, se reuniram por horas com a finalidade de discutir uma resposta ao suposto ataque de Teerã e decidiram por um ataque bélico à diferentes alvos militares do país.


E o ataque estava mesmo autorizado e sendo preparado quando, dez minutos antes, Trump ordenou o recuo. Segue o Twitter em que o próprio presidente americano explica o motivo da decisão:


“Na segunda eles abateram um drone não tripulado que voava sobre águas internacionais. Ontem à noite, estávamos preparados para uma retaliação em três locais diferentes quando perguntei ‘quantos morrerão’. ‘150 pessoas, senhor, foi a resposta de um general.’ 1o minutos antes do ataque eu o cancelei…”. 


Trump aproveitou a ocasião para atacar o democrata Obama, responsável pelos acordos que renovaram o poder bélico-nuclear dos iranianos, e ainda declarou que  “[…] o Irã não pode ter armas nuclear. Não contra os EUA. Não contra o mundo”.


O pano de fundo dessa disputa é a saída dos EUA do Acordo Nuclear firmado em 2015 entre o Irã e algumas potências ocidentais, lideradas por Obama, que concluiu que o país médio-oriental poderia continuar com seu programa nuclear desde que dentre de certas condições. Os signatários, portanto, deixariam de aplicar sanções à Teerã.


Entretanto, o governo Trump reavaliou a decisão e decidiu sair do Acordo, pois entende que o Irã com grande potencial nuclear é um risco para o mundo – como o próprio Trump disse no tweet acima.


No próximo dia 28, os países envolvidos nesse acordo nuclear farão uma reunião para discutir a melhor saída a esses impasses.