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26/03/2018 às 12h15

Vice Governador de MT se aproxima de Alckmin e Alckmin do MST

Política
Vice Governador de MT se aproxima de Alckmin e Alckmin do MST
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O vice-Governador de Mato Grosso, Carlos Fávaro, um dos principais Estados do Agronegócio, gravou vídeo, no último domingo (25/03) ao lado do Governador de São Paulo, Geraldo Ackmin. No vídeo, ambos sorridentes, dão o tom para o pleito em 2018, falam sobre a importância do agronegócio. Ao que tudo indica, o PSD de Fávaro, nacionalmente, andará com Alckmin e o vice-governador demonstra que irá seguir a orientação de seu partido.


Carlos Fávaro é conhecido pela sua simpatia, bom humor e por ser um político com trânsito em diversos setores da política, bom relacionamento com a oposição e por sonhar em ser governador de Mato Grosso. O que Carlos Fávaro, como homem ligado ao agronegócio, não sabe é que há uma guerra ideológica no país e na política. A cada dia que passa, esse enfrentamento se afunila mais e o trigo vai sendo separado do joio. 


Inevitavelmente, todos terão que escolher um lado, ou estão ao lado das famílias brasileiras e do setor produtivo, ou estarão ao lado de movimentos de extrema esquerda que não abrem o menor diálogo quanto as suas pautas revolucionárias, o MST e a CUT são dois bons exemplos.


Carlos Fávaro, por ser “gente boa demais”, pode ter passado dos limites. E, como ele irá explicar a relação de Alckmin com o Movimento dos Sem Terra?


O MST e CUT são “instituições” formadas para implantar a luta de classes, divisões da sociedade, o único objetivo que não faz parte, na realidade, do MST é promover o trabalhador rural e agricultura. Os movimentos sociais servem como braços de partidos radicais como, p. exemplo, PT, PSOL e PC do B, partidos que desejam implantar o socialismo no país.


Em diversas ocasiões o MST e a CUT criminalizaram o setor produtivo brasileiro, são declaradamente inimigos do agronegócio. Sob uma máscara da reforma agrária e olhar para os pobres, o projeto ideológico da extrema vem destruindo o país. É com esse pessoal que o PSDB, também, tem se alinhado.


O alinhamento com esses movimentos “sociais” de extrema esquerda estabelece limites de atuação para os pretensos candidatos. E, a plataforma do presidenciável Geraldo Alckmin já está definida, ele é centro esquerda e tem apreço e proximidade com setores e movimentos da esquerda e extrema esquerda, conforme veremos em uma sequência de publicações dos últimos anos.

 

Em 27 de setembro de 2015, uma matéria publicada pelo site “Estadão” traz o seguinte título: Alckmin estabelece relação com o MST.


Outras duas matérias chamam a atenção, desta vez, publicadas pelos sites 247 e UOL Folha de São Paulo.


Vejamos. O site UOL Folha de São Paulo publicou matéria, em 11 de janeiro de 2016, com o título: “De olho em 2018, Alckmin estreita relação com o MST”. Na mesma data, o Site 247, em  trouxe o título: “Por 2018, Alckmin se aproxima do MST”,

 

Em matéria publicada no Estadão em 15 e outubro de 2017, com o título: “Alckmin busca resgatar discurso ‘social’ tucano”, a matéria inicia com a frase: “A um ano da eleição, governador de São Paulo intensifica programas voltados a eleitores de baixa renda e mira em voto petista num cenário sem Lula”.


Segue outro trecho da matéria: “Diferentemente do que ocorre com algumas prefeituras do Estado, como São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, e a própria capital, a relação do governo Alckmin com os movimentos populares é “estável”. Há mais de dois anos o governo tem uma relação próxima com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)”

 

O presidenciável Jair Bolsonaro já declarou que o MST está à serviço do PT e suas ações devem ser enquadradas como terrorismo. Há entrevistas e vídeos que mostram o “modus operandi” do grupo MST. Desde a matança de animais pelo MST, destruição de maquinários e de lavouras inteiras e invasões a propriedades rurais privadas.


A relação de Geraldo Alckmin (PSDB) com movimentos sociais de extrema esquerda é uma realidade. Quanto às publicações citadas nesta matéria, o Governador jamais desmentiu qualquer uma das informações.


O que Alckmin não entendeu é que não é possível estar ao lado do Agronegócio e, ao mesmo tempo, apoiar as ações do Movimento dos Sem Terra.


O setor produtivo precisa de apoio logístico, diminuição de impostos, ter o direito ao armamento civil, direito de legítima defesa, direito à propriedade privada, assim pode ser resumido o discurso de Bolsonaro e da direita brasileira. E, o MST caminha em sentido oposto a tudo isso.