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20/07/2021 às 15h36

VOTO IMPRESSO: 'Se a vontade do povo não for respeitada, que não haja eleição'

Política
VOTO IMPRESSO: 'Se a vontade do povo não for respeitada, que não haja eleição'

O deputado federal Nelson Barbudo (PSL) defendeu que não ocorram as eleições de 2022 caso não seja adotado o voto impresso nas urnas eletrônicas, como tem defendido o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que deve ser candidato à reeleição.


Segundo ele, a vontade popular é de que o voto seja “auditável”, por haver a possibilidade de fraude nas urnas caso a mudança não seja acatada no País. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por sua vez, diz que o voto impresso é que irá potencializar a chance de fraudes (leia mais abaixo).


"O Bolsonaro está certo. Se temos dinheiro para comprar as urnas e temos uma vontade popular, por que três ou quatro pessoas querem mudar o destino destas eleições?”, disse em referência aos ministro do Supremo Tribunal Federal.


“Temos que ficar atentos e se não for respeitada a vontade do povo, que não tenha eleição. Porque sabemos o perigo que corremos. A Constituição diz que o poder é do povo, o povo quer e não é qualquer ministro do Supremo que vai impedir a nossa vontade popular”, acrescentou em entrevista à Rádio CBN Cuiabá, nesta terça-feira (20).


Para ele, as declarações recentes de ministros do STF contra o voto impresso apenas aumentam a desconfiança de que realmente há fraude nas urnas eletrônicas.


“Qual é o motivo dos ministros não aceitarem o voto auditável? Tem dinheiro para comprar as urnas novas. O eleitor não colocará a mão na cédula que será impressa. Ele olhará por um visor e a cédula cairá em uma urna”, defendeu.


“Eu não estou e nem posso acusar que há fraude, porque eu não provo. Mas que a suspeita existe, ela existe”, disse.


Para o deputado bolsonarista, os ministros do STF querem o retorno do ex-presidente Lula (PT) à presidência. Ele citou a decisão do STF que anulou as condenações do petista e o tornou apto a disputar as eleições presidenciais do ano que vem.


“Isso tudo é motivo de desconfiança e a sociedade brasileira não é feita mais de incultos. Nós temos grandes juristas que acham, nessas entrelinhas, motivo para fraude”, completou.


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